As exportações de Indaiatuba para os Estados Unidos apresentaram leve alta percentual em agosto, mas queda leve no montante, primeiro mês de vigência do tarifaço imposto pelo governo norte-americano sobre produtos brasileiros.
Entre janeiro e julho, a média de participação dos Estados Unidos na pauta exportadora do município foi de 13,9%, chegando a 12,1% em julho. Em agosto, esse percentual subiu para 14,3%. Apesar da elevação proporcional, em valores absolutos houve queda: os embarques somaram US$ 10,8 milhões, abaixo dos US$ 11 milhões registrados no mês anterior.
Exportações de Indaiatuba para os Estados Unidos (julho x agosto 2025)
| Mês | Valor (US$) | Participação |
|---|---|---|
| Julho | 11,0 mi | 12,1% |
| Agosto | 10,8 mi | 14,3% |
Dados gerais da balança comercial em 2025
Em termos gerais, as exportações de Indaiatuba somaram US$ 75,5 milhões em agosto, um crescimento de 17,4% em relação ao mesmo mês de 2024. As importações, por sua vez, atingiram US$ 124 milhões, queda de 3,4% na mesma base de comparação. O resultado foi um déficit de US$ 48,5 milhões na balança comercial do município no mês. No acumulado de janeiro a agosto de 2025, as exportações alcançaram US$ 578,9 milhões, alta de 21,4% frente ao mesmo período de 2024, enquanto as importações totalizaram US$ 1 bilhão, crescimento de 7,1%. Assim, a balança permaneceu deficitária em US$ 433,9 milhões nos oito primeiros meses do ano.
Maiores parceiros comerciais de exportação em agosto
A América do Sul segue como o principal destino dos produtos de Indaiatuba, com a Argentina ocupando posição de liderança absoluta entre os parceiros comerciais.
| País | Participação |
|---|---|
| Argentina | 40,3% |
| Estados Unidos | 14,3% |
| África do Sul | 10,9% |
| Chile | 7,5% |
| Colômbia | 4,8% |
| Peru | 4,4% |
| México | 3,3% |
| Paraguai | 2,4% |
| Alemanha | 1,3% |
| Uruguai | 1,4% |
Importações em agosto
As importações de Indaiatuba tiveram forte concentração em países asiáticos, com destaque para China e Japão, que juntos somaram mais de 40% de participação no total.
| País | Participação |
|---|---|
| China | 21,3% |
| Japão | 20,1% |
| Estados Unidos | 14,2% |
| México | 10,3% |
| Alemanha | 7,1% |
| Índia | 4,5% |
| Itália | 2,5% |
| Espanha | 1,7% |
| Tailândia | 2,3% |
| Vietnã | 1,4% |
Exportações de janeiro a agosto
No acumulado do ano, entre janeiro e agosto, a Argentina foi o principal destino das exportações de Indaiatuba, seguida pelos Estados Unidos e pela Colômbia.
| País | Participação |
|---|---|
| Argentina | 35,5% |
| Estados Unidos | 13,9% |
| Colômbia | 9,4% |
| México | 6,4% |
| Chile | 5,1% |
Importações de janeiro a agosto
No mesmo período, as importações da cidade foram lideradas pela China, seguida pelo Japão e pelos Estados Unidos.
| País | Participação |
|---|---|
| China | 26,3% |
| Japão | 15,9% |
| Estados Unidos | 13,6% |
| Alemanha | 7,4% |
| Índia | 5,5% |
Exportações e importações do Brasil em agosto
No cenário nacional, as exportações brasileiras em agosto foram impactadas pelas sobretaxas dos Estados Unidos, que reduziram a compra de produtos como aço, alumínio e alimentos processados. Apesar da retração, a balança comercial do Brasil fechou o mês com superávit, resultado de uma redução menor nas exportações em relação às importações.
As importações brasileiras mantiveram estabilidade, com a China, os Estados Unidos e a Argentina permanecendo entre os principais fornecedores do mercado interno.

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