Indaiatuba registrou queda nos casos de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) em 2025. De acordo com os dados mais recentes, foram contabilizados 393 casos no ano passado, contra 484 em 2024 — uma redução de 18,8%.
A diminuição ocorre em meio a um cenário regional de alta em algumas cidades, especialmente às vésperas do Carnaval, período em que autoridades de saúde reforçam a importância da prevenção.
Quais doenças são consideradas ISTs
Entre as Infecções Sexualmente Transmissíveis estão:
- HIV
- Hepatites B e C
- Sífilis
- Clamídia
- Gonorreia
- HPV
A transmissão ocorre principalmente por meio de relações sexuais desprotegidas.
Prevenção é fundamental no período de Carnaval
Às vésperas do Carnaval, a ginecologista Monique Mion Bürguer reforça a importância da prevenção e do autocuidado.
Segundo a especialista, o uso de preservativos é a principal forma de evitar a transmissão das ISTs. Além disso, existem vacinas disponíveis para hepatite B e HPV, e a realização de exames de rotina é essencial.
A médica também alerta que muitas ISTs podem ser assintomáticas, o que favorece a transmissão quando não há diagnóstico. Em outros casos, podem surgir sinais como lesões, secreções, feridas e até perda de peso e de apetite.
Ela destaca que o aumento de casos não deve ser motivo para cancelar festas, mas sim para reforçar a conscientização, responsabilidade e cuidado com a própria saúde.
Cenário na região
Enquanto Indaiatuba registrou queda de 18,8%, outras cidades da região apresentaram alta nos casos.
Hortolândia teve crescimento de 58,9%, passando de 482 registros em 2024 para 766 em 2025. Valinhos registrou aumento de 9,4%, e Campinas teve variação positiva de 1,5%.
Por outro lado, além de Indaiatuba, também houve redução em Americana, Sumaré e Mogi Guaçu.
Importância da informação e prevenção
Especialistas reforçam que o diálogo sobre prevenção, uso de preservativos e vacinação é fundamental para manter a tendência de queda e evitar novos aumentos.
O período de festas e viagens é visto como momento estratégico para campanhas educativas, lembrando que a decisão de se proteger é individual, mas o impacto é coletivo.

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