Indaiatuba criou 453 vagas de trabalho com carteira assinada em abril, informam dados do Caged. Foram 4.939 contratações contra 4.486 demissões. Em relação a abril do ano passado, a criação de vagas caiu 27%, porque neste mesmo período tinham sido 626 vagas criadas. Em relação a março deste ano, o mês anterior, houve aumento – já que o terceiro mês do ano apresentou 126 vagas criadas. Indaiatuba foi a 30ª cidade que mais criou empregos no Estado.
O crescimento foi pucado principalmente pelo setor de serviços, que teve 222 contratações a mais do que demissões em abril, um crescimento de 0,5%. Numericamente, a indústria foi a segunda que mais criou vagas, com 111 empregos, um crescimento de 0,3%. Como são setores que empregam muitas pessoas, quase 70 mil na soma, as variações dificilmente passam de 1%. A construção, por exemplo, que emprega cerca de cinco mil pessoas na cidade, teve a criação de 75 vagas no mês, apresentou um crescimento percentual de 1,4%. Em seguida vem o comércio, com 47 vagas criadas, uma alta de 0,26%. Dos cinco setores, houve aumento de vagas em quatro deles, com queda de duas vagas na agropecuária. Ao todo, Indaiatuba teve aumento de 0,48% na variação mensal.
Os dados de 2025 dão conta de que a cidade criou 1.944 vagas, com destaque para o setor de serviços, que é o responsável por 1.218 destas vagas, com crescimento superior a 3% e se consolidando como quem mais emprega na cidade, com quase 40 mil carteiras assinadas. Em seguida vem a indústria, que no ano criou 422 vagas de emprego, uma alta 1,35%, e quase 32 mil carteiras assinadas. Comércio (197), construção (102) e agro (5) fecham. Todos os setores tem saldo positivo contando de janeiro a abril.
Estado de São Paulo
O estado de São Paulo criou 284.033 vagas de emprego com carteira assinada nos primeiros quatro meses deste ano, o equivalente a 2,4 mil por dia. No acumulado de 12 meses (de maio de 2024 a abril de 2025), foram 452.776 oportunidades. Só no mês de abril, o saldo foi de 72.283 postos de trabalho.
Em todos os períodos, houve crescimento na criação de vagas de emprego no estado: 0,5% em abril, 1,98% no acumulado do ano e 3,2% no acumulado de 12 meses. Além disso, o estado criou 28% do total de vagas com carteira assinada do país em abril, 31% do total no quadrimestre e 27,5% em 12 meses. Assim, São Paulo se consolida como a unidade da Federação que tem maior saldo de vagas do país.
Região e Brasil
A região metropolitana de Campinas encerrou o mês de abril com 57.443 contratações. No total, foram registradas 53.705 demissões e saldo de 3.738 empregos. Segundo o levantamento, entre os contratados, 57,09% eram homens e 46,63% mulheres. A maioria (67,82%) possuía ensino médio completo e 33,89% estavam na faixa etária entre 30 e 39 anos. Entre os setores da economia, Indústria foi o que mais contratou, responsável por 31,69% das admissões em abril, seguido por Comércio (30,35%) e Serviços (17,54%).
Entre os municípios da região, os que registraram maior número de admissões foram Campinas (22.711), Indaiatuba (4.939) e Americana (430). Campinas (20.607), Paulínia (4.708) e Indaiatuba (4.486) foram as cidades que mais demitiram no período. No cenário nacional, o Brasil criou 257.528 empregos com carteira assinada em abril, conforme os dados do Novo Caged. O resultado decorre de 2.282.187 admissões e 2.024.659 desligamentos no período.
O setor de Serviços foi o principal responsável pela geração de vagas formais, com saldo positivo de 136.109 postos. Dentro do segmento, as atividades de informação, comunicação, serviços financeiros, imobiliários, profissionais e administrativos responderam por 52.446 novos empregos. Na sequência, o Comércio gerou 48.040 vagas, seguido pela Indústria (35.068), Construção Civil (34.295) e Agropecuária, que também registrou desempenho positivo, com 4.025 postos formais.

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